24 de nov de 2014

Aldeir Torres - Cruzeiro campeão brasileiro. 2014.

Páginas heroicas e imortais


Cinco vitórias seguidas. Dado o bom momento do São Paulo, o Cruzeiro precisou apertar o passo e conseguir pontos em jogos complicados para ser campeão brasileiro. Não é justo dizer que o título veio por conta de uma primeira metade quase perfeita, com 42 pontos conquistados. A dois jogos do fim, o Cruzeiro é líder também do returno, com a mesma pontuação do São Paulo. Não é possível dizer que foi só pelo primeiro turno, só por Everton Ribeiro ou Ricardo Goulart. Ganhar um campeonato de 38 jogos é dificílimo. Ganhar dois é muito grandioso. E o Cruzeiro foi imenso nos dois últimos anos para conseguir o feito. Tem muito menos dinheiro do que São Paulo e Corinthians, os mais ricos do Brasil, e por isso mesmo precisou trabalhar muito melhor. Com menor margem de erro.


Fora o talento e a luta dos jogadores, os méritos vêm desde o time montado com muito bons olhos reformulando um elenco inteiro em 2013, até a manutenção dos jogadores e a inteligência de Marcelo Oliveira para perceber Henrique em melhor fase, Leo em bom momento e que Marquinhos podia chegar para ser titular.
Além disso, administrar um grupo que deixa na reserva jogadores como Dagoberto, Julio Baptista, Manoel, Ceará e Nilton, jogadores que seriam titulares em vários times do Brasil, é também uma vitória da comissão técnica. Só o Cruzeiro ganhou o Brasileiro de pontos corridos fora os clubes de Rio de Janeiro e São Paulo. Com três troféus, é o maior vencedor dessa era, ao lado do São Paulo.


E das três vezes que ganhou, liderou praticamente a competição inteira, teve o melhor ataque, jogou um futebol bonito e atraente. O Cruzeiro fez seu torcedor desfrutar futebol por um ano inteiro, para fechar com a conquista no final. Ganhar o Brasileiro é tão difícil que o próprio Cruzeiro demorou muito tempo para chegar ao primeiro. Dois títulos seguidos, nesses moldes é histórico para qualquer um. Sobrar em um torneio tão equilibrado, dois anos consecutivos, não é nada menos que imenso. O Cruzeiro escreve mais uma página heroica e imortal.

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