25 de mai de 2014

Alfeir Tôrres - Política.

Um confronto familiar que vem do século passado.


1- Desde 1960, há exatos 54 anos, a luta política no Rio Grande do Norte se dá entre as famílias Alves, do ex-governador Aluizio Alves, e Maia, sucessora do velho cacique Dinarte Mariz, também ex-governador. Hoje, os Alves estão no PMDB e os Maia, no DEM.

2- O fiel da balança da disputa costumava ser o eleitorado da cidade de Mossoró, por sua vez controlado pela família Rosado.
Embora use o sobrenome Ciarlini, de solteira, a médica Rosalba é casada com Carlos Augusto Rosado, ex-deputado e filho do ex-governador Dix-Sept Rosado. Sua principal base ainda é Mossoró, segundo eleitorado do estado.


3- À parte o controle político da cidade, a família Rosado é conhecida pelos nomes estranhos. O primeiro cacique da família, Jerônimo Rosado, deu aos filhos o seu nome, seguido de um numeral em francês. A prática foi adiante. Dix-Sept Rosado foi governador, Dix-Huit, senador, e Vingt, deputado por muitos anos. Embora tenham abandonado a numeração francesa, os Rosado permanecem na política e têm dois deputados federais.

4- Rosados à parte, os Maia e os Alves alternaram-se no poder por todo esse tempo – eventualmente, claro, substituídos por aliados próximos. A tradição só se quebrou, em parte, quando a mulher do ex-governador Lavoisier Maia se elegeu prefeita. Wilma Maia rompeu com a família, adotou seu nome de solteira -Wilma de Faria – e foi duas vezes governadora, pelo PSB. Contra ela, Alves e Maia se uniram.Wilma perdeu a última eleição para o Senado, mas deve tentar de novo este ano.


5- Mais antigo deputado federal do País, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, pode retomar a tradição familiar.

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