4 de mai de 2014

Aldeir Tôrres - Destaques.

Os reservas dos reservas e a força do Cruzeiro


O Cruzeiro arranca bem no campeonato brasileiro. Sete pontos de nove possíveis, duas vitórias fora de casa e o jogo como mandante não foi no Mineirão. O time vibra e mostra ambição. Mas não são os gols de Everton Ribeiro, a troca de passes e deslocamento dos atacantes, as arrancadas dos laterais, o giro de Borges ou a distribuição de jogo de Lucas Silva e Nilton que chama a atenção. A força dos seus reservas é o ponto alto nas três rodadas iniciais.

O Cruzeiro venceu dois jogos com o time reserva. Fora de casa contra o Bahia, em campo neutro contra o Atlético-PR. E o que chama a atenção é que nos dois quem decidiu o jogo veio do banco. Reservas dos reservas. Marcelo Moreno fez os gols vencedores nas duas partidas. Alisson sofreu o pênalti do empate contra o Atlético.


No primeiro tempo os times trocavam golpes e o Atlético aproveitou melhor para fazer 2 a 1. Depois do intervalo, com Dagoberto em campo  e Borges cavando a expulsão discutível de Drausio, o time de azul passou a dominar. Alisson entrou e, cada vez mais confiante e solto, sofreu o pênalti do empate. Marcelo Moreno, útil na área e por cima, ganhou o jogo para o Cruzeiro.

(Para quem é aficionado por arbitragem, o domínio do jogo veio depois de uma decisão difícil do árbitro. Assim como o primeiro gol do Atlético. Assim como o gol do São Paulo no último lance do jogo em Uberlândia. Assim como o lance entre Dedé e Jô na final do mineiro. Podemos passar vários parágrafos discutindo erros e decisões ou podemos falar também de futebol.)

O Cruzeiro venceu um jogo difícil, atuando com reservas e com participações decisivas de quem ainda assim saiu do banco. Maike, Léo, Egídio, Nilton, Souza, Marlone, William, Luan, Borges e Moreno seriam titulares de vários times e mantê-los motivados e prontos para jogar é tanto mérito de Marcelo Oliveira quanto na armação de seu time.


Certamente manter esse grupo exige um grande esforço financeiro e é curioso que o Cruzeiro consiga se manter competitivo no mercado, arrecadando cerca de 170 milhões de reais a menos que o São Paulo em 2013, por exemplo (360mi x 190 mi) – o baixo valor gasto pelo clube mineiro para contratar boa parte de seus jogadores no início de 2013 explica um pouco desse fenômeno. Também será interessante ver por quanto tempo essa diferença de faturamento não se refletirá diretamente em campo.

Voltando ao futebol, em um campeonato tão decantado pelo equilíbrio, que tanto se fala da importância do grupo de jogadores e que terá 19 jogos em 89 dias depois da Copa do Mundo – uma partida a cada quatro dias, colocando todos os elencos à prova -, o atual campeão mostra, em maio pelo menos, que pode ser de novo candidato.

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