30 de abr de 2014

Aldeir Tôrres - De Ramos a Ronaldo:

 O Madrid ganhou em tudo.


Trinta e quatro minutos, 3 a 0. O Real Madrid passou por cima. E por cima do Bayern de Munique. Na histórica goleada que terminou com 4 a 0 não faltam heróis e histórias para os espanhóis. Sobra dor de cabeça e ressaca aos bávaros. E talvez não haja nenhuma teoria maior do que essa. A não ser a vitória da defesa sobre o ataque. Difícil de se reduzir a isso em um confronto que termina 5 a 0 para a defesa.

A melhor história para se contar talvez seja a de Sérgio Ramos. O zagueiro mandou na arquibancada o pênalti que eliminou o Real Madrid em 2012, contra o Bayern de Munique, nas semifinais. Entre altos e baixos nas duas temporadas seguintes, Ramos se recupera agora contra o mesmo rival e faz os dois primeiros gols. Duas cabeçadas rasteiras, muito mais bem colocadas.


E depois veio Cristiano Ronaldo. Com 14 gols na edição, faltava um, desde as quartas-de-final, para ultrapassar Messi. Não é preciso dizer o quanto isso significa para Cristiano. Não há nada de errado, muito pelo contrário, é louvável que alguém seja ambicioso e busque superar a todos e a si mesmo.

E lá se foi Ronaldo marcar o terceiro. Com uma alegria estampada nas mãos abertas mostrando o 15 e no sorriso incontido, o camisa 7 sepultou qualquer chance do Bayern. 3 a 0 em meia hora. O Bayern ainda não havia finalizado e já havia sofrido três gols, por sorte não era ainda pior.

No segundo tempo, Ronaldo já não tinha a quem superar, já havia ultrapassado Messi. Só tinha como passar ele próprio e foi o que fez: marcou o quarto gol, chegou aos seus 16 e a noite só não foi perfeita pelo cartão amarelo a Xabi Alonso, que fica fora da final.


Nas últimas semanas disse que era necessário parar Bale e Cristiano Ronaldo, senão seria eliminado. E disse que quem tivesse mais vontade se classificaria. O Real Madrid teve mais vontade e teve Cristiano e Bale. Maior derrota sofrida por Guardiola em cinco anos como treinador. Em números e também na prática.

O Madrid vai para Lisboa com o peito estufado. E com mais uma história para escrever.

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