19 de dez de 2013

Aldeir Tôrres - Clube Atlético Mineiro.

O desastre.


Da atuação ao resultado, foi um desastre o que aconteceu com o Atlético. Em poucos momentos jogou bem, mas apesar de nada se encaixar em campo era possível vencer. A vitória do Raja Casablanca por 3 a 1 é inesperada até mesmo para quem percebia no Atlético um time normalmente desastroso quando saía de sua casa.

Depois da semifinal, o clube chega a marca de uma vitória nos últimos 18 jogos como visitante. Quando faltava um mês para o Mundial e o time perdeu para a Portuguesa em São Paulo (cheio de reservas, é verdade) escrevi sobre isso aqui no nosso site.

Era inadmissível que o Atlético jogasse tão bem em casa e tão mal fora. Segunda melhor campanha como mandante. Terceira pior como visitante. E o Mundial não seria disputado no Independência…

É difícil atribuir a derrota à falta de vontade, raça ou arbitragem. O time abriu mão de todo o segundo semestre se preparando para essa semana. Não consigo entender como falte vontade.

Faltou ser o Atlético do Independência. O que se viu foi o retrato do time na metade do Campeonato Brasileiro disputada fora do Horto – e se formos além, na Libertadores e no Brasileiro de 2012 as coisas também eram muito diferentes em casa e fora.

Individualmente Diego Tardelli, Ronaldinho, Jô e Réver foram muito mal. Taticamente era difícil entender o porquê de se fazer linha de impedimento contra um time que jogava de enfiadas de bolas no contra-ataque.

Não foi só perder, foi jogar pior. O Mazembe que tirou o Inter e os outros que caíram na semifinal não conseguiram trocar golpes com os brasileiros como fez o Raja.

Cair na semifinal era inesperado. É óbvio que o Atlético era favorito em um jogo contra o campeão marroquino. Mas não há como dizer que foi apenas um jogo perdido e que o clube fez tudo certo.

Para quem ia jogar um campeonato de dois jogos e ficou quatro meses se preparando para isso, o Atlético aceitou muito facilmente jogar mal todo o segundo semestre. Foi um desastre.

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