5 de dez de 2013

Aldeir Tôrres - Clima e deslocamento.

 As piores posições para se ocupar nos grupos da Copa.


A tabela da Copa do Mundo já está há algum tempo definida. Falta apenas encaixar as seleções em cada uma das casas. Exatamente por isso é possível saber quais são os piores grupos para se estar e quais as posições mais ingratas em cada chave. Viagens longas, mudanças abruptas de clima e jogos em horários mais cedo em cidades mais quentes são o que todos querem evitar na Copa do Mundo, mas nem todos vão conseguir. Veja abaixo as piores posições a se ocupar.

G-4: Estreia em Natal as 19h, depois viaja para jogar em Manaus, as 15h e volta para o Nordeste para definir sua vida em Recife as 13h. A distância entre Manaus e Recife, em linha reta, é de 2.800km. Para atravessar a Europa, por exemplo, de Lisboa a Moscou, a distância fica em 3.900km.

G-1: joga apenas no Nordeste, então não há longos deslocamentos, mas os horários são muito desgastantes: Salvador (13h), Fortaleza (16h) e Recife (13h).

G-2: faz um misto do G-1 e do G-4 (até porque surpreendentemente os enfrenta). Estreia em Natal as 13h, depois joga em Manaus as 15h e, para aliviar, viaja para Brasília (1.500km) para jogar as 13h.

Quem sair do grupo G pode ainda ter mais desgaste para as oitavas-de-final. O primeiro colocado da chave joga quatro dias depois da última rodada em Porto Alegre, saindo de temperaturas que beiram os 30º no Norte e Nordeste para o Sul onde a temperatura nessa época pode estar perto de 10º.

A-2: faz a rota São Paulo-Manaus-Recife, percorrendo impressionantes 5.600km no total. É como sair de Lisboa ir até Moscou e depois voltar para Berlim – tudo isso em 11 dias e com três jogos no período. Além disso, vai jogar as 15h em Manaus e 17h em Recife.

F-2: Faz o primeiro jogo no Rio de Janeiro, viaja 1.500km até Cuiabá e depois viaja 1.900km para jogar a última rodada em Salvador as 13h. Entre a segunda e terceira partida serão apenas quatro dias de intervalo.

E-4: As duas primeiras rodadas são pouco desgastantes: Porto Alegre e depois Curitiba. Mas a rodada final será em Manaus as 16h. A viagem de Curitiba a Manaus tem 2.700km de distância.

E-1: joga em Brasília as 13h, viaja 1.500km até Salvador, joga as 16h, viaja mais 2.600km até Manaus. Lembrando que as posições ‘1’ (B-1, C-1,D-1, etc) correspondem aos cabeças-de-chave. Então pode ser uma logística complicada para algum dos favoritos.

É o caminho de um cabeça-de-chave. Caso se classifique em segundo lugar, ainda precisa sair de Manaus e ir para São Paulo (2.700km) seis dias depois.

A-4: vai estrear em Natal às 13h, depois joga em Manaus as 15h e fecha em Brasília as 17h. No total, vai percorrer 4.300 km e jogar nos horários mais desgastantes, enfrentando o Brasil na rodada final.

D-4: Estreia em Manaus, viaja 2.800km até Recife e joga as 13h a segunda partida. A última rodada também será às 13h, em Natal.

Se existem péssimos grupos e posições para se estar, cair no grupo H pode ser uma boa. O cabeça-de-chave, por exemplo, vai jogar em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. O H-2 vai de BH para Porto Alegre e depois Curitiba. O H-3 e o H-4 terão um jogo em Cuiabá (o primeiro) e depois seguem no Sul-Sudeste, com poucas distâncias e clima ameno.

Estar no grupo C também é bom negócio. O cabeça-de-chave vai jogar em Belo Horizonte, Brasília e Cuiabá. O C-2 vai de BH para o Nordeste e por lá fica: Recife-Fortaleza.

O sorteio de sexta-feira vai definir quem será o A-2 que vai se locomover 5.600km e jogar no calor do Norte e do Nordeste e também quem será o H-1 que vai ficar só no Sudeste e se deslocar 800km. Um se locomoverá sete vezes mais do que o outro. Ou seja, poderemos ter um ou até mais grupos da morte. Mas as posições da morte já estão definidas.

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