20 de nov de 2013

Aldeir Tôrres - Página da Presidência na rede social será atualizada por assessores.

Inspirada em Obama, Dilma Rousseff lança conta institucional no Facebook.


Depois de reativar seu perfil no Twitter e atingir mais de 2 milhões de seguidores, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira (20) em sua conta pessoal no microblog a criação de uma página da Presidência da República no Facebook. Em uma mensagem publicada na rede social, a chefe do Executivo ressaltou que o novo espaço virtual servirá para os cidadãos acompanharem "de perto" as atividades do governo federal.

Em vídeo publicado nesta manhã no perfil do Palácio do Planalto no Facebook, Dilma comentou sobre as características da nova ferramenta digital de sua administração.

“Olá, convido você a participar da página do Palácio do Planalto no Facebook. Ela foi lançada para ser mais um espaço para você acompanhar de perto as atividades do governo federal. Nesta página, vamos também debater a evolução dos nossos cinco pactos: o da responsabilidade fiscal, o pela reforma política, o pela saúde de qualidade, o pela educação e o pelo transporte público de qualidade. Curta nossa página, opine, participe e compartilhe conosco a transformação do Brasil em um país com igualdade de oportunidades para todos”, declarou a presidente no vídeo de lançamento da página no Facebook.

Após análises feitas por sua equipe de comunicação, ficou decidido que a página seria mais institucional e levaria o nome do Palácio do Planalto. Estão previstas algumas intervenções mais pessoais de Dilma, mas esse não será o foco. O modelo foi inspirado nas páginas do presidente norte-americano Barack Obama e do governo do Reino Unido.

Quando Dilma retomou suas atividades no Twitter, ela se encontrou com o blogueiro Jéferson Monteiro, autor do perfil “Dilma Bolada”.  O lançamento da conta no Facebook, por sua vez, foi apenas anunciado no Twitter da presidente.

De acordo com o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, o perfil será criado para ampliar as ferramentas de comunicação do governo com a população.

“No Twitter é como se você estivesse em um bar, com várias pessoas falando, e você precisasse gritar esperando para ser ouvido. No Facebook não. É como um jantar, para o qual você convidou seus amigos, e cada um tem sua vez de se manifestar”, comparou. Segundo ele, são formas diferentes de comunicar, que contemplam objetivos diferentes.

No Facebook, a estratégia será explicar, de forma didática, quais são os programas do governo, suas metas e como está o andamento. A ferramenta será usada para destrinchar as principais ações do Executivo.

Já no Twitter, as publicações estão mais relacionadas às agendas e mostram, em linhas gerais, onde está a preocupação do governo. Dilma utilizou sua conta para comentar, por exemplo, a morte de Douglas Rodrigues, jovem assassinado por um policial em São Paulo.

Com o comentário, explicaram os assessores do Planalto, a presidente quis passar o recado de que está atenta à situação. A partir daí, houve uma mudança na direção da condução da situação e um grupo de trabalho foi criado sob a coordenação do Ministério da Justiça e das Secretarias de Segurança Pública de Rio de Janeiro e São Paulo.

O modelo que será usado no Facebook é semelhante ao da página de Barack Obama. O perfil do norte-americano na mais famosa rede social do mundo leva o nome da Casa Branca e publica, ocasionalmente, posições pessoais do presidente. Em geral, detalha ações governamentais.

Tendo como base o exemplo dos Estados Unidos, o Planalto espera não ter problemas para lidar com comentários negativos de opositores. Segundo a avaliação da equipe de comunicação, assim como no perfil da Casa Branca, as pessoas que curtirem e acompanharem a página deverão ser, em sua maioria, favoráveis ao governo.

Por isso, os espaços para comentários estarão abertos e não serão moderados. As críticas ficarão publicadas e, na avaliação do governo, devem ser minoria. A única moderação será a feita pelo próprio Facebook, que monitora termos ofensivos e ameaças.

Campanha

A entrada de Dilma Rousseff no Facebook acontece às vésperas do ano em que disputa a reeleição. Atualmente, existe um perfil da presidente na internet, mas ele é mantido pelo Partido dos Trabalhadores, e sobre ele o governo não tem nenhuma ingerência. Os demais presidenciáveis já aderiram à rede social.

Dilma Rousseff começará do zero. A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), por exemplo, já tem 371,9 mil seguidores, o senador Aécio Neves (PSDB) tem 103,5 mil e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), possui 80,4 mil.

Já de olho em 2014, auxiliares da presidente Dilma Rousseff veem na rede social uma possibilidade de consolidar sua candidatura à reeleição. A ideia inicial não é conseguir votos com o perfil. Como há a expectativa de os fãs serem pessoas favoráveis ao governo, a estratégia no Facebook será municiar militantes e eleitores com informações para que eles possam multiplicar os aspectos do governo que interessam à coordenação da campanha ressaltar. A ideia é manter os que simpatizam com a presidente e dar condições para eles replicarem o discurso do governo em seus círculos.

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