22 de nov de 2013

Aldeir Tôrres - Me parece o mais lógico.

Dedé não joga e Cruzeiro não paga. 


Dedé tem o direito de torcer pelo Vasco. Tem o direito de querer que o Vasco não caia. Tem o total direito de externar isso sem que ninguém torça o nariz. Ao meu ver, o zagueiro não tem o direito de pedir para não jogar. Entre o profissionalismo e o amor à camisa, a situação só pareceria razoável se o jogador dissesse que abre mão também de parte do seu salário, uma vez que não vai trabalhar.

Não acredito que caso jogue, Dedé vá errar de propósito para ajudar o time que gosta mais. Mas se falhar, como aconteceu diversas vezes na fase ruim que viveu em BH, o jogador poderá arranhar uma relação que mal se iniciou. Dizendo o que disse, tem muito mais a perder do que a ganhar.

A relação jogador-torcida é ‘resultadista’. Ganhou, pode tudo. Se o time está vencendo, ninguém liga do jogador que está na balada. Se está perdendo, ir jantar numa pizzaria pode virar motivo para parecer que está errado. Dedé, campeão, pode pedir para não jogar contra o Vasco. Edmundo, brigando para não cair, não pôde perder um pênalti contra o Vasco. Os dois extremos estão errados. Os direitos e deveres devem ser iguais ganhando ou perdendo. Até porque o clube precisa cumprir sua obrigação profissional, sejam os resultados bons ou ruins.

É bom que Dedé fuja do discurso comum dos jogadores, que seja mais autêntico. Mas o próprio jogador admite que se o Cruzeiro ainda brigasse pelo título, gostaria de estar em campo. Ou seja, caso fosse preciso, seria profissional. Como já não é indispensável que cumpra com suas obrigações… Na semana passada, o jogador não quis jogar contra a Ponte Preta porque “estava de férias”, agora não quer enfrentar o Vasco porque torce pelo time carioca. Por mais que esteja treinando, são 15 dias sem trabalhar de fato.

Pedir para não trabalhar é ser profissional? Me parece que não. As atitudes de Dedé não refletem nem sentimentalismo, nem profissionalismo pelo clube que lhe paga um ótimo salário. Jogar só quando se briga para ser campeão é ser só meio certo. Ou o clube deixa de pagar o jogador caso o título não venha? Assim como no jogo que ajudou a tirar um título do Cruzeiro, contra o Flamengo, Dedé errou feio.

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