20 de nov de 2013

Aldeir Tôrres - Mano e Felipão.

A diferença entre a teoria e a prática.


Na teoria, boa parte do time foi montado por Mano Menezes. A maioria dos jogadores foi convocado pela primeira vez com mano. Teoricamente, o antigo treinador queria jogadores que faziam diversas funções. Em tese, Neymar teria posicionamento diferente, para render mais. Na teoria, Mano Menezes representava o futuro e o moderno. Luís Felipe Scolari o atraso e o arcaico.

A prática vem mostrando o contrário.

Mano convocava, mas os jogadores jogam é com Felipão. Luiz Gustavo chegou a seleção em 2011, mas quando voltou em 2013 é que apareceu bem. Hulk só supera as críticas agora, porque é agora que joga o que pode. Neymar foi o melhor jogador da Copa das Confederações, joga na sua habitual ponta-esquerda ou como ponta-de-lança, mais perto do gol. O time de Mano Menezes teoricamente deveria marcar pressão e roubar a bola perto do gol. O de Scolari faz isso.

Quanto a jogadores multifuncionais: Ramires pode ser volante ou meia direita; Oscar meia centralizado ou pelos lados; Hernanes volante ou armador; Robinho joga como ponta ou falso 9; se tiver necessidade Luiz Gustavo vira lateral, o mesmo pode acontecer com Marquinhos e David Luís pode ir para o meio. Tudo isso na prática.

Sempre será impossível afirmar que a seleção estava a ponto de passar a jogar bem. Se a evolução a conta gotas se confirmaria. Era possível ver norte no trabalho de Mano Menezes, mas de tudo que ele falava e tentava implantar, o campo dizia muito pouco.

O ano de 2013 foi fantástico para a seleção. O time venceu Itália e Espanha fazendo sete gols. Passou com facilidade por Portugal (sem Cristiano Ronaldo) e venceu o Chile que também vem evoluindo. 2 a 1 foi pouco para a diferença dos times em campo. Mais que resultados, o desempenho foi convincente. Tudo que na teoria deveria ocorrer até então, na prática foi visto.

Em 2014 o Brasil chegará a Copa do Mundo com status e futebol de favorito. Mas se verá em grau de igualdade físico e de concentração igual a de seus oponentes. Vale a interrogação deixada pela diferença de foco do Brasil e de seus adversários em amistosos e a maior preparação para a Copa das Confederações. Mas vale também a boa impressão deixada no ano que passou. O copo parece muito mais cheio do que meio vazio hoje.

Sobre a briga de posições, é possível dividir os 23 em titulares, reservas para cada posição e mais um goleiro. O grupo então teria: Júlio César, Daniel Alves, David Luís, Thiago Silva, Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Oscar, Hulk, Neymar; Fred. Reservas: Jefferson, (+1), Maicon, Dante, (+1), Maxwell; Lucas Leiva, Ramires, Bernard, Robinho, (+1), Jô.

A disputa entre goleiros fica entre Victor e Cavalieri. Na defesa, Marquinhos por ser jovem e poder ir também na lateral pode ter vantagem. A última vaga pode ser de Hernanes, William, Lucas ou alguém que ainda não apareceu. Acredito que Robinho não será convocado como reserva de Fred. Felipão deve optar por um 9 clássico e ter Robinho como alternativa de falso centroavante, mas também como um dos pontas.

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