5 de nov de 2013

Aldeir Tôrres - Destaque.

A falta de bom senso (FC) de Pelé.


 “O Bom Senso FC não vai mudar nada”. Essa é a opinião de Pelé sobre um movimento que tenta a tão falada e necessária melhora do futebol brasileiro. A maior figura do futebol mundial tem direito de pensar isso. Tem o direito de não fazer nada para mudar. Mas Pelé seria muito mais útil trabalhando por mudanças e não dando pitacos em eventos de seus patrocinadores.

Na semana passada, Yaya Touré comprou a briga contra o racismo (veja aqui). Ameaçou boicote dos negros à Copa do Mundo de 2018 caso os episódios não sejam mais severamente punidos e tratados com a devida seriedade. Touré fez eco, FIFA e as confederações devem rever suas posturas.

Tudo que Pelé diz ecoa. Até quando parece não fazer sentido. Até quando é mais uma resposta (uma vez que o perguntam, diga-se) sobre Maradona e a briga colegial que dura 30 anos. Quando o Rei do futebol diz que um movimento tão importante não vai mudar nada, ele está primeiramente lavando as mãos. Fazendo menos do que pode. Raí, Ana Moser, Gustavo Borges e outros tentam fazer o contrário. Muita energia para lutar pelo esporte que outros vão praticar, mas infelizmente, não tem o eco que Pelé tem.

O Bom Senso luta contra muita coisa. E até por isso precisa de muito apoio. Muito eco. Claro que Pelé tem o direito de ausentar-se da luta. Tem o direito de abrir mão de ajudar o futebol brasileiro a melhorar sua qualidade, o seu produto, a vida dos atletas.

Pelé não está errado. Mas perde uma grande oportunidade de estar certo. De fazer o bem para o esporte além do magnífico jogo com a bola nos pés. Até porque, só uma parte do futebol é bola no pé. O patrocinador de mais um evento ganha com a imagem do Rei. O futebol brasileiro não.

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