13 de nov de 2013

Aldeir Tôrres - Abrindo o jogo.

Cada dia mais Vanderlei. Cada dia menos Luxemburgo.


Vanderlei Luxemburgo (Foto) é a cara do fracasso em 2013. Foi mal no Grêmio, foi pior ainda no Fluminense. Defasado, decadente, caro demais. O ano ruim é cada vez mais comum, mas ainda não chega a ser regra. Levou o Grêmio a Libertadores ano passado, o Flamengo em 2011, o Palmeiras em 2008, Santos em 2006 e 2007.

A questão é que não somente o desempenho caiu. Luxemburgo parece ter cada vez menos convicções e conceitos que um dia fizeram dele vencedor absoluto, moderno e parâmetro de futebol bem jogado no Brasil.

Entre os anos 90 e o início dos anos 2000, até a ida para o Real Madrid, Luxemburgo era muito caro, mas justificava com títulos. No Palmeiras, Corinthians, Santos e Cruzeiro. Os times ganhavam e jogavam. Um treinador ofensivo, arrojado, que sabia ver e mudar jogos. Suas equipes eram temidas e difíceis de ser copiadas.

Depois que voltou da Espanha, Luxemburgo conseguiu sucessos relativos levando Santos, Palmeiras, Flamengo e Grêmio até a Libertadores. Mas não conseguiu dar sequência a nenhum trabalho.

O seu último trabalho é sintomático.


O Fluminense perdeu para o Corinthians por 1 a 0 em jogo que terminou com três zagueiros e três volantes. Enfrentando o segundo pior ataque do campeonato, precisando vencer para não entrar na zona de rebaixamento e nem assim o time se atreveu a atacar minimamente. Em 95 minutos de futebol, o Fluminense não finalizou uma vez no alvo. Walter não fez uma única defesa em todo o jogo.

O time de Luxemburgo se mostrou quase covarde. Nada corajoso, arrojado ou ambicioso. Mostrou medo, pouca criatividade, nenhuma vocação para o bom futebol. Era o time de Luxemburgo em campo. Sem nem um sinal das ideias que fizeram dele um técnico mais do que vitorioso: uma referência.

Luxemburgo é cada dia mais um Vanderlei. Vai se distanciando da prateleira de cima. Não somente porque perde, mas porque se afasta do que o fez diferente dos outros.

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