10 de nov de 2013

Aldeir Tôrres - Abrindo o jogo.

Blatter deu a Ronaldo o que ele precisava.


Há duas semanas, Joseph Blatter levantou uma polêmica rasa. Prefere Messi a Cristiano Ronaldo e não há nada de errado em optar por um ou outro. A argumentação é que não pegou bem. O presidente da FIFA disse que Ronaldo gasta dinheiro demais com seu cabelo e que o atacante parece um comandante em campo – diferentemente de Messi, de postura que aparenta mais humildade.

Certo ou errado – errado, na minha opinião – Blatter deu ao Real Madrid o que ele precisava: um Cristiano Ronaldo incomodado. Um dia depois da declaração do presidente, Ronaldo fez 3 gols na vitória por 7 a 3 sobre o Sevilla. Comemorou como um capitão. O recado estava dado. É para ser um capitão? A motivação é para ser o melhor capitão já visto.

A sequência teve dois gols nos 3×2 sobre o Rayo Vallecano, um gol na Juventus (2×2) e mais três nos 5×1 contra a Real Sociedad. Pré-Blatter, eram oito gols em 10 jogos no Espanhol. Depois, oito em três. No total, nove gols em quatro partidas. Outros tantos evitados pelas traves e defesas desesperadas.

A melhora coletiva do time que vai se encontrando com Bale, Ronaldo e Benzema na frente, com Khedira e Modric se aproximando deles, além do fundamental retorno de Xabi Alonso ajudaram o português. Mas parece que nada o torna melhor do que ser desafiado. Blatter acordou um monstro que gasta demais com o cabelo, mas que faz muito mais do que é isso.

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