21 de out de 2013

Aldeir Tôrres - Abrindo o jogo

Tite fica e Corinthians acerta


Tite não caiu no Corinthians. Pelo menos por enquanto. E, para mim, a diretoria acerta. O time não vem bem, tem o segundo pior aproveitamento do 2º turno depois de dez rodadas. Mas o momento para mudança não é esse. O ano do Corinthians mostra mais erros que acertos e a simples troca de comando não resolveria o problema.

Faltando nove rodadas para acabar o campeonato e ainda vivo na Copa do Brasil, apostar em um choque com troca de treinador poderia tirar a organização que o time ainda tem (segue sofrendo pouquíssimos gols, melhor defesa do Brasileiro) e não resolver o problema do pobre repertório ofensivo. Para não cair no BR e vencer a Copa do Brasil, uma boa defesa e um ataque que funcione melhor do que vem ocorrendo (três gols nos últimos 13 jogos) é mais confiável do que uma mudança geral.

Por isso entendo que Tite permanecer até dezembro é o ideal.

Caso o time estivesse livre do rebaixamento no Brasileiro e fora da Copa do Brasil, a troca até poderia acontecer, uma vez que o novo treinador poderia participar do planejamento para 2014 com um mês e meio antes do fim da temporada.

Embora Tite pareça cada vez mais fora do clube, seja em um próximo tropeço ou no fim do ano, há ainda a possibilidade dele permanecer. Não sei se há energia. Tanto do técnico, como da comissão e dos jogadores. Depois de 2011 e 2012 mantendo um nível de concentração e de exigência altíssimos, o time perdeu isso em 2013 e uma mudança de ares parece fazer bem a todos no final do ano.

Faltou neste ano, perceber que o ciclo estava por se encerrar e que seria necessário começar outro, de forma gradual e não com os requintes de crise do momento. Em vez disso, o clube apostou sua ficha em jogadores com histórico grande de lesões como Renato Augusto e Pato e entendeu que outros como Emerson (de contrato renovado em julho) e Danilo teriam condições de seguir fazendo o desgastante trabalho tático que fizeram nos dois últimos anos.

Os sucessos em Campeonato Paulista e Recopa encheram a barriga de um grupo que já não mostrava a mesma motivação. Sem a devida resposta dos jogadores, o trabalho de Tite se diluiu e a carência ofensiva se acentuou. Os problemas de 2013 mostram a dificuldade natural, ainda mais no Brasil, de se manter muito tempo no topo. Perceber quando é o momento de fazer grandes mudanças em um grupo vencedor não é nada fácil.

Tite deverá sair em dezembro, pode ser que a pressão o derrube antes ou que o Corinthians entenda que ele é o nome certo para fazer mudanças para 2014. No momento, entendo que o certo é que ele permaneça.

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