7 de ago de 2013

Volta por cima

Goleiro guinéu-equatoriano supera malária e quer voltar aos gramados
Após ter contraído malária na África e ficar pouco mais de um mês internado, o goleiro Danilo, de 31 anos, está recuperado e já vive a ansiedade de retomar os treinamentos no Alecrim. O jogador, naturalizado guinéu-equatoriano, se mostra feliz por ter vencido a doença e poder estar com suas duas filhas, Danyelle e Jullyane.
- Me sinto feliz. Depois de tudo o que passei, só de estar aqui conversando normalmente, sem nenhuma sequela, já é motivo de muita felicidade. Num primeiro momento, eu nem pensei no futebol. Estava mais preocupado em recuperar a minha saúde e em poder rever as minhas filhas e minha esposa. Só depois que fui melhorando é que comecei a pensar se conseguiria voltar ao esporte - declarou.
Danilo chegou a ficar 10 dias em coma e teve várias complicações médicas, necessitando de respirador artificial, hemodiálise, além de enfrentar uma pneumonia e infecções.
Depois de receber alta, Danilo foi a São Caetano, no interior de Pernambuco, para visitar familiares e amigos. De volta a Natal, o atleta conversou com nossa reportagem e destacou que pretende voltar aos gramados ainda neste ano. Ele será avaliado esta semana pelo departamento médico do Alecrim, que, em conjunto com a comissão técnica, preparação física e nutricionista, irá preparar o retorno do goleiro de maneira gradual.
- Os médicos do hospital me disseram que minha vida vai voltar ao normal. Agora, vou ser avaliado pelo médico do clube, que vai determinar como será essa minha volta. Estou recuperado, mas preciso recuperar a parte física, já que perdi muito peso - disse Danilo, que perdeu 15 quilos durante o período que ficou internado.

Volta ao Guiné Equatorial

Uma legião de brasileiros defende a seleção de Guiné Equatorial. Além de Danilo, o meia Dio e o volante Claudiney "Rincón" também contraíram a doença na última viagem. Rincón faleceu no último dia 8; Dio está bem e comemora a volta ao futebol.

Apesar do trauma, Danilo garante que não terá problemas em voltar ao país da África. Segundo os médicos, após superar a doença, o atleta desenvolveu anticorpos e não corre mais riscos de sofrer de malária.

- A princípio estava bastante temeroso e não pensava em voltar à Guiné Equatorial, já que não queria passar o que passei novamente. Mas o médico me explicou que estou imune à malária, já que meu corpo criou anticorpos. Já recebi convites para ir lá e devo voltar em breve para receber uma homenagem que estão preparando para mim - explicou.

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