22 de ago de 2013

Aldeir Tôrres

Não é hora de convocar porque confia
A convocação de Henrique representa a quarta opção para a zaga da seleção brasileira. Discordar de nomes é normal, ainda mais quando se trata do reserva do reserva. O motivo da convocação do zagueiro chama mais a atenção do que uma simples escolha.

Henrique está na segunda divisão, no melhor e mais rico time, que sobra dos demais. Enfrenta atacantes de nível bastante questionável (mesmo com uma inacreditável declaração de Felipão sobre a qualidade da segundona) e ainda assim ganhou a disputa com os defensores da primeira divisão, os da Europa e os jovens que podem representar o futuro. Ganhou porque é homem de confiança de Luís Felipe Scolari com quem trabalhou no Palmeiras.

Não é hora disso
Não vejo nada de errado confiar em um jogador com quem já se trabalhou e valorizar isso. Mais do que confiar, é bom estar atento ao nível de atuações, evidentemente. Mas não em uma fase de testes, não sem ter esgotado todas as possibilidades. Depois de tentar tudo, se nada tiver agradado que se busque na confiança o que os outros não ofereceram. E não é o caso.

Se Réver, Dedé e Miranda não agradaram, há os jovens Dória e Marquinhos (que ainda joga na lateral, outra posição carente de suplência). Tem Gil, Alex.

Não é questão de se fazer um escândalo com a convocação de Henrique. Mas é de se questionar os méritos. Mesmo jogando bem, os outros não são culpados de não terem trabalhado com Scolari.

Nada contra a escolha. Tudo contra o método.

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