15 de ago de 2013

Aldeir Tôrres

Sem estresse
Quando um time passa por constantes momentos de instabilidade, cada jogo acaba virando uma decisão. Essa é mais ou menos a situação do Vasco nesse Brasileirão. Tínhamos tudo para ir tranquilos para a Vila Belmiro hoje e encarar o Santos sem maiores tensões. Mas como perdemos pontos que não poderíamos perder em jogos teoricamente mais fáceis, a pressão por uma vitória sobre o peixe aumenta.

E por mais que pareça contraditório, ter vencido o Coritiba na rodada passada só aumenta nossa responsabilidade. É claro que os três pontos conquistados no Couto Pereira deram uma boa acalmada na situação da equipe. Mas na cabeça da torcida fica aquele pensamento: se vencemos um dos líderes na sua casa, a lógica diz que também temos que vencer um time em colocação pior!

Mas aí que tá. A lógica não entra em campo e nem faz gol. Se fizesse, aliás, nem deveríamos ter vencido o Coxa. E o fato do Santos estar em uma posição complicada na tabela é fator complicador, não o contrário. Um clube grande não pode ficar dando mole e nada melhor que vencer outro clube grande sob os olhares da sua torcida para iniciar uma reação na competição. Mesmo que o alvinegro praiano ainda esteja redescobrindo o que é viver sem Neymar, uma equipe com Cícero, William José e Montillo sempre será perigosa.
E falando no gringo santista, vale falar do nosso gringo: quase dois meses depois de ser apresentado, Montoya finalmente vai a campo. O colombiano já chega ao time com a responsabilidade de substituir o Juninho. E como Pedro Ken – suspenso, assim como o Reizinho – será substituído por Fillipe Soutto, caberá ao estreante do dia ser o armador solitário do time. Se tudo der certo, Montoya será o garçom ideal para André, que volta ao time depois de suspensão.

Tivéssemos mais quatro pontos e estivéssemos dentro do G4, a partida de hoje não teria o peso de “jogo-pra-confirmar-a-recuperação” e a pressão pelo resultado iria toda para nosso anfitrião. Mas já que estamos com 18 pontos e no meio da tabela, o que devemos fazer é tentar ignorar a ansiedade e jogar na boa. Deu certo em Curitiba e tem tudo para dar certo também em Santos. Ainda há muito campeonato pela frente e não faz sentido criar um clima de decisão numa partida idêntica às outras.

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