14 de ago de 2013

Aldeir Tôrres

Onde está nossa vantagem?
O Brasil tem crédito. Não que isso coloque a seleção imune às críticas, mas a campanha na Copa das Confederações mostra que o tempo de preparação e a motivação podem ajudar muito o time que é bom, não é infalível. A questão também é física e nesse quesito o Brasil tinha muito mais que os outros em junho. Não teve contra a Suíça e muito provavelmente não terá na Copa do Mundo.

O jogo na Basiléia mostrou como bem fisicamente, o Brasil é diferente. No primeiro tempo, enquanto conseguiu avançar a marcação e sair com mais velocidade o jogo era equilibrado. Depois da metade do primeiro tempo a Suíça começou a sair e no segundo tempo foi sempre mais perigosa que a seleção brasileira.

Neymar jogou mal, se jogou demais, pediu pênalti que não recebeu absolutamente e foi facilmente anulado por Lichtsteiner – que fez apenas uma falta no atacante em todo o jogo. Fisicamente melhor pode fazer muito mal e todos sabemos muito bem isso.

Jogadores chave da campanha da Copa das Confederações como Neymar, Paulinho e Fred tinham menos de 20 jogos na temporada porque tiveram férias em dezembro. Marcelo e Luiz Gustavo jogaram pouco na temporada e estavam mais descansados.

O Brasil tem méritos por tudo que conseguiu fazer dentro de campo, com o pouco tempo desde que Scolari assumiu, mas é importante lembrar que tínhamos mais pernas. E era possível marcar pressão melhor, sair em velocidade melhor, se dar melhor no um contra um.

É preciso melhorar o time em nove meses. Na Copa é bem provável que não tenhamos a vantagem física que ajudou a fazer a diferença (ao lado da motivação) no título conquistado.

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