10 de mai de 2013

Aldeir Tôrres

O Atlético é um atropelamento em forma de time
Não chega a ser novidade. Caiu no Horto, tá morto. A força do Atlético em casa não só é real e temível, como passa também pelos jogos mais difíceis. A goleada por 4 a 1 sobre o São Paulo é mais uma mostra, mas não é a primeira.

Ano passado, no Campeonato Brasileiro o Atlético venceu o confronto direto do primeiro turno contra o Vasco. Na 16ª rodada, o time mineiro tinha um ponto a mais que o vice-líder. O jogo no Independência terminou 1 a 0, mas com 18 finalizações atleticanas contra seis vascaínas.

No segundo turno, jogo decisivo com o Fluminense a sete rodadas do fim. Vitória por 3 a 2 em Belo Horizonte em outro massacre. Foram 28 finalizações de um lado e cinco do outro. Uma grande partida de Cavalieri, a trave e um gol anulado impediram um resultado mais próximo da realidade.

O último ato em um jogo grande foi ontem. Goleada indiscutível sobre o São Paulo com duas bolas na trave, algumas que rasparam. Ainda assim 4 a 1. Em números de finalizações, 21 a 10. 

O repertório é o que faz a diferença. Seja pelos lados com Bernard e Tardelli, pelo chão com Ronaldinho, por um aparente chutão da defesa para a velocidade dos pontas ou para o pivô de Jô.

É evidente que é preciso sofrer menos gols. São 11 em oito jogos. E é preciso mostrar força fora de casa. Mesmo com três vitórias em quatro jogos, o time jogou mal no Morumbi na primeira fase e ia de novo muito mal até Lúcio ser expulso nas oitavas. Mas a capacidade de criar, mesmo nos jogos mais duros, dá força à campanha atleticana.

É um time que aposta em fazer mais gols que o adversário – e não em sofrer menos gols. Por mais que pareça não haver diferença, há. É um time que aposta no ataque. E ele responde muito bem.

Um comentário:

  1. Aldeir escreve algo sobre a copa primo suas matérias são melhores do que a do blog deles, pois vc sabe o que fala e escreve, tá bom assim amigo.

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