24 de abr de 2013

Ex-presidente

Eurico ameaça 'tomar o Vasco de assalto' em caso de queda iminente
Indignado com o momento que o Vasco atravessa, o ex-presidente Eurico Miranda voltou a fazer duras críticas à administração de Roberto Dinamite. O dirigente indicou que, a princípio, não tem a intenção de se candidatar novamente, em eleição que deve acontecer em julho de 2014, mas ameaçou "tomar de assalto" caso o rebaixamento no Campeonato Brasileiro seja iminente. No Carioca, o time foi derrotado em sete das 17 vezes em que entrou em campo e já está eliminado.

- Já falei e vou repetir: se eu sentir que há possibilidade de cair para a Segunda Divisão, agora eu vou e tomo de assalto (o clube). Da outra vez (em 2009), eu me ofereci para evitar e não quiseram. Esses caras (diretoria atual) têm de ser expulsos a pontapés se estiverem levando o Vasco para a Segunda Divisão outra vez. Não precisa ser campeão ou ir para a Libertadores, mas não pode deixar cair - disparou o ex-presidente, em entrevista à Rádio Bradesco Esportes FM.

Entre o fim de 2012 e o início deste ano, acordos políticos até foram feitos entre as partes, como o que aprovou o contestado balanço de 2011, causando estranheza em outros grupos de oposição. Dinamite e Eurico chegaram a conversar amigavelmente em público, em fevereiro.
A venda de Dedé, que ainda esbarra em problemas judiciais, e os constantes atrasos salarias, do elenco e dos funcionários, despertaram mais uma vez a ira de Eurico, que chamou o diretor de futebol René Simões de "paspalho", reclamou da participação do diretor geral Cristiano Koehler e disse que Roberto Dinamite é uma "vergonha". A possibilidade de impeachment, no entanto, jamais foi levada à frente pelos movimentos de oposição.

O ex-dirigente admitiu que muitas das dívidas que aumentam a crise em São Januário surgiram em sua época, mas argumentou que os acordos de fundo de garantia - segundo ele com ele, que administrações antigas não quitavam desde 1971 - feitos com a Caixa Econômica Federal eram cumpridos e não havia penhoras judiciais que limitassem as finanças.
- Antes, eu mandava (o jogador) e pagava o salário. Agora, eles recebem, os outros é que pagam e acham que fazem um negócio sensacional. Estão se apequenando cada vez mais.

Quando deixou o comando do clube, em 2008, o Vasco não ganhava um título há cinco temporadas, mas foi muito vitorioso entre 1997 e 2000. Posteriormente, sob a batuta de seu sucessor, apesar da péssima fase recente, o clube foi campeão da Copa do Brasil, em 2011, e voltou a disputar a Libertadores depois de onze anos, caindo nas quartas de final.

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