17 de abr de 2013

Ex-presidente do Vasco

Calçada faz 90 anos, pede união e diz: 'Acho que venderam barato o Dedé'

Pouco depois de um almoço que reuniu tantas pessoas quanto o número de velas sopradas, Antônio Soares Calçada atendeu a reportagem do nosso site e conversou um pouco sobre o clube que administrou de 1983 a 2000. O ex-presidente disse que recebeu ligação de Roberto Dinamite esta tarde, que lhe deu os parabéns pelo aniversário de 90 anos. Não deu tempo de falarem sobre a situação do clube, que preocupa o presidente de honra do Vasco.

Sem ir a jogos do Vasco há tempos, a última aparição pública foi na inauguração do Centro de Treinamento das categorias de base em Itaguaí. Na época, o atual presidente já passava por problemas graves no futebol, com as saídas de Rômulo, Diego Souza, Allan e Fagner. Agora, sem Dedé, a situação só piora para o seu ex-jogador: "O Vasco precisa contratar, não pode perder o que tem de bom", disse o presidente de honra.

Antes, no fim de 2011, Dinamite homenageou Calçada com o batismo de um ginásio em São Januário, que foi reformado. Ambos posaram juntos e trocaram palavras carinhosas.

Aldeir Tôrres - Como o senhor vê a situação do Vasco hoje?


Calçada - Está meio difícil, né. Tenho falado com o Roberto, hoje (terça-feira) mesmo ele me ligou para dar parabéns, mas não falamos sobre o clube. Estou esperando que as pessoas do clube se manifestem, caso precisem de minha ajuda.

Aldeir Tôrres - Roberto completa cinco anos de administração no meio do ano. O que tem achado da gestão dele?

Calçada - É difícil administrar qualquer coisa sem recurso. É muito complicado de resolver qualquer coisa se não tiver  condições financeiras. Tem que procurar pessoas que possam ajudar. Só com trabalho é possível de se recuperar isso. Tem que reunir os vascaínos, juntar pessoas capazes e trabalhar.

Aldeir Tôrres - E a venda do Dedé para o Cruzeiro, o que achou?

Calçada - Era muito difícil de não acontecer, mas não é impossível de recuperar o clube. Os vascaínos precisam se unir. Só  acompanho esse caso do Dedé pela imprensa, mas achei que venderam muito barato.

Aldeir Tôrres - Mas o valor de R$ 14 milhões era por 45% do jogador só.

Calçada - Não sei como foi a operação, mas o Vasco precisa contratar, não pode vender o que tem de bom.

Aldeir Tôrres - Quando falou com Dinamite das últimas vezes, deu algum conselho a ele?

Calçada - Não precisa, ele está bem aconselhado. Tem diretores bons ao lado dele. Mas o futebol brasileiro não anda bem. Os clubes precisam se profissionalizar, acabou o amadorismo de outros tempos. Não é só o futebol, tem que profissionalizar todo o clube. Se o governo forçar os clubes a pagarem tudo que devem, eles vão fechar. Você vê o Fluminense, que só sobrevive graças a Unimed, no Flamengo, entrou bastante gente gabaritada para dirigir o clube. O Vasco também tem profissionais capazes. Sempre foi tradicional no clube vascaínos ajudarem o clube com dinheiro do próprio bolso. Mas os valores hoje são bem mais altos, né. Mas aqueles que não forem vascaínos querem que o Vasco caia, que perca. Tem que fazer apelo para todos, fazer um time modesto e seguir a vida.

Aldeir Tôrres - Ainda mantém contato com Eurico Miranda? Acha que ele se candidata em 2014?

Calçada - Nunca fui brigado com Eurico. Mas agora tem que ver o Vasco, não é eleição. O Dinamite ainda tem um ano e meio de administração. Ainda falta muita coisa.

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