19 de abr de 2013

Aldeir Tôrres

Há males…

Assim como o TJD, esperei sair o resultado da contraprova para falar sobre o flagra do Carlos Alberto no teste antidoping. Com o resultado positivo, o camisa 10 já pega um gancho preventivo e defalca o time por um mês enquanto aguarda seu julgamento.

A questão no caso é se a palavra “desfalque” se aplica.

Não apenas porque não teremos mais jogos oficiais além da melancólica despedida do Estadual nesse sábado, contra o Madureira. Mas sim porque, na prática, Carlos Alberto desfalca o Vasco, num ponto de vista mais rigoroso, desde 2009. Vem dessa a época a queda de rendimento do jogador, quando ele realmente fazia falta à equipe.

Carlos Alberto é uma espécie de Vagner Love ao contrário: enquanto esse partiu para uma carreira de relativo sucesso após disputar uma não tão qualificada segundona, o primeiro conseguiu enterrar uma carreira que inclui praticamente todos os títulos do futebol mundial em clubes depois de integrar o Vasco na Série B. 


Tão negativo é esse período que, mesmo depois de ser o destaque da equipe cruzmaltina na volta à elite, não demorou mais que alguns meses para que a torcida o quisesse longe do clube, ignorando até uma justificada gratidão por ter aceitado a responsabilidade de ser o único jogador de renome no grupo que tinha a obrigação de reconduzir o Vasco ao seu lugar de direito.

Seja por suas escolhas equivocadas ou por um futebol que poucas vezes poderia ser chamado de algo melhor que medíocre, Carlos Alberto se tornou um problema: caro e sem mercado, ele agora não desperta o interesse de nenhum clube de grande porte e é uma aposta cara demais para os times menores. Essa suspensão por doping, da qual ele dificilmente conseguirá escapar (não se trata de implicância ou torcida contra. 


Basta relembrar dos casos semelhantes e conferirmos quantos jogadores conseguiram se safar) é o que parece ser a gota d’água. Com seu contrato com o clube por terminar e ganhando muito mais do que tem merecido, dessa vez, nem no Vasco do Dinamite o “Cazalbé” deve encontrar um pouso tranquilo.

É triste pelo atleta, que tinha tudo para ser um dos grandes nomes do esporte atualmente, mas pelo momento que passa e por todas as circunstâncias, aproveitar o inevitável gancho e não renovar o contrato com Carlos Alberto é o melhor para o Vasco.

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