16 de mar de 2013

Vôlei

Fabíola dita o ritmo, Osasco elimina Campinas e chega à 12ª final seguida

Diziam que a missão de todos os outros era impedir um déjà vu. Um novato, então, tentou assumir a responsabilidade. Em sua primeira Superliga, Campinas surgiu como um dos candidatos a se infiltrar na soberania de Osasco e Rio de Janeiro no vôlei feminino. Mas, nesta sexta-feira, a experiência teve um peso maior. Com um elenco de estrelas, o Osasco se impôs diante de um ginásio lotado pela torcida rival e fez sua parte. Com atuações impecáveis de Fabíola, Fernanda Garay e Adenízia, as atuais campeãs venceram por 3 sets a 0, parciais 25/19, 25/16 e 25/20, fecharam a série em 2 a 0 e garantiram o lugar em mais uma decisão. É a 12ª vez seguida que o time paulista chega à final da competição nacional.

Agora, o Osasco aguarda para conhecer seu rival na decisão do dia 7 de abril, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Na outra semifinal, será a vez do Sesi-SP tentar impedir que o Rio de Janeiro confirme as previsões e avance a mais um duelo pelo título. As cariocas, no entanto, têm a vantagem: venceram o primeiro confronto e podem fechar a série neste sábado, às 10h, no Maracanãzinho.

Em 11 finais até aqui, o Osasco tem cinco títulos na Superliga. Após a partida, Fabíola, que foi cortada da seleção que conquistaria o bicampeonato olímpico em Londres, disse que a atuação não foi uma resposta a José Roberto Guimarães.

- Não tenho que provar, ele conhece meu trabalho, sempre trabalhou comigo. Eu tenho que provar a mim mesma que sou capaz e tenho condições. Estou muito feliz - afirmou a levantadora, eleita melhor em quadra, em entrevista ao SporTV.

O jogo

O mar azul nas arquibancadas incentivava um início empolgado do time da casa. Não foi bem assim. Surdas ao barulho da torcida do Campinas, as jogadoras do Osasco dispararam na frente nos primeiros pontos. Fernanda Garay, em belo ataque, e Adenízia, no bloqueio sobre Vasileva, abriram a contagem. A equipe de Zé Roberto até equilibrou em um primeiro momento, mas as visitantes voltaram a abrir uma boa vantagem: 10/4.

Zé Roberto pedia às jogadoras uma leitura melhor do jogo. Nervosas pela necessidade da vitória, as donas da casa facilitavam a vida das rivais com erros em sequência e problemas no ataque. Mas o Osasco, que chegou a ter 20/12 no placar, também falhava. Tanto que permitiu uma breve reação do Campinas. Com Vasileva e Ramirez, o time da casa fez a diferença cair para apenas quatro pontos. Mas um erro de recepção de Ramirez e Suelen, porém, impediu qualquer virada: 25/19.

Foi um início mais equilibrado, é verdade. Mas, aos poucos, o bloqueio e o saque de Osasco voltaram a fazer diferença. Adenízia e Fernanda Garay impediram dois ataques em sequência do Campinas. Depois, Sheilla mandou a bola em cima de Ramirez, e a cubana se enrolou na recepção. Na primeira parada técnica, as visitantes já tinham 8/3.

O Campinas tentava reagir, mas esbarrava no nervosismo. Tenso no primeiro set, Zé Roberto se acalmou para pedir menos precipitação às jogadoras.  As donas da casa cresceram e passaram a pressionar as rivais. Osasco passou a errar mais e a ceder alguns pontos bobos. Mas, ainda assim, as meninas de Luizomar de Moura tinham folga suficiente para seguirem tranquilas. E mesmo quando as coisas não funcionavam tão bem, as visitantes mostravam contar com a sorte. Depois, na pancada, Thaísa fechou o set: 25/16.

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