16 de mar de 2013

Goleiro

Felipe admite a necessidade de reforços: ‘Sabem que precisamos’

Um elenco suficiente para o Campeonato Carioca. E só. A boa campanha na fase de classificação da Taça Guanabara pode até ter dado ânimo extra ao Flamengo, tão rodeado de dúvidas no início da temporada, mas não iludiu ninguém. Após duas derrotas consecutivas, para Botafogo e Resende, o diretor de futebol Paulo Pelaipe garantiu que ninguém será contratado para a disputa da Taça Rio. É consenso, no entanto, que a situação é provisória. E até mesmo os jogadores reconhecem a necessidade de reforços para que o Rubro-Negro tenha maiores ambições tanto no Brasileirão quanto na Copa do Brasil.

De acordo com a diretoria, a tendência é que três ou quatro nomes desembarquem na Gávea para as competições nacionais. Planejamento compartilhado pelo goleiro Felipe. Ele admitiu que o Flamengo ainda faz parte de um segundo escalão na temporada atual do futebol brasileiro e cobrou um elenco mais homogêneo para chegar às competições nacionais em igualdade de condição com as grandes forças.

- A própria diretoria e a comissão sabem que precisamos de um ou outro atleta. Para Copa do Brasil e Brasileirão é preciso um elenco maior. Os dirigentes estão se esforçando e disseram que para o Carioca não teremos reforços. Mas para o Brasileirão deve chegar gente para o Flamengo alcançar os times que estão um pouco na frente, como Fluminense, Grêmio e Atlético-MG... São times com bom elenco. Mudam os jogadores e isso não faz tanta diferença.

A avaliação vem muito da queda de rendimento de jogadores preponderantes para boa campanha no primeiro turno e que já têm demonstrado oscilações e falta de poder de decisão, como Hernane e Rafinha. O resultado disso é um Flamengo que não deu a resposta nas duas únicas situações de pressão em que se deparou na temporada: o gol no início sofrido diante do Botafogo, na semifinal da Taça GB, e a virada do Resende, na estreia na Taça Rio.

A postura no revés para equipe do Sul fluminense, por sinal, incomodou bastante o goleiro, que admitiu um relaxamento acima do normal na volta para o segundo tempo.

- Perdemos porque não acreditamos que o Resende teria força para virar. Quando acordamos, já estava 3 a 2. São coisas que temos que aceitar. Com 2 a 0, seja contra quem for, não pode relaxar e tomar uma virada. Ainda mais em 20 minutos. Agora, temos seis jogos pela frente e vamos atrás desses 18 pontos.

Sem reforços e sob pressão, o Flamengo volta a jogar pela Taça Rio no próximo dia 23, contra o Boavista, no Engenhão.

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