15 de mar de 2013

Aldeir Tôrres

Empate fora do Morumbi, derrota em Sarandi

Um jogo aberto, quase kamikaze, com as duas defesas concorrendo com os gloriosos queijos suíços e os dois goleiros tendo de se virar.

Assim, desse jeito, a necessidade de vencer caracterizou os primeiros minutos de Arsenal x São Paulo, na Argentina.

Rafael Tolói exagerava na insegurança mesmo num estádio vazio e com gramado impecável.

Menos mal que, mesmo sem o Fabuloso temperamental, o São Paulo também infernizava a defesa adversária.

O 0 a 0 prevalecia por mero detalhe e teimosia, porque o Arsenal perdeu um gol feito com Furch e seu goleiro fez um milagre numa finalização de joelho de Aloísio, além de uma ótima defesa de Rogério Ceni nos 11 minutos iniciais

O menino Rodrigo Caio ia bem e Osvaldo nem tanto.

Os argentinos se aproveitavam da lentidão de Lúcio e organizavam bons contra-ataques, mal aproveitados na hora de concluir, para sorte brasileira.

De repente, o jogo virou uma sucessão de chutões, de defesa para defesa, ligações diretas sem pudor.

Pela altura dos 30 minutos, Osvaldo começou a render, sem guardar posição, melhor jogador que é do tricolor.

E se o primeiro tempo começou suicída, terminou indefinido e sem sabor, mas com o São Paulo mais senhor da situação.

O empate estava longe de ser o ideal para o time paulista, mas não era o fim do mundo.

Restavam 45 minutos para o São Paulo se impor.

Mas o time de Sarandi voltou melhor que o do Morumbi.

Tanto que, aos 5 minutos, Nei Franco chamou Ganso e Maicon para os lugares de Lúcio, de cara amarrada, nem cumprimentar Ganso ele cumprimentou.e Douglas.

Verdade que ainda antes que ambos entrassem, o goleiro Campestrini fez uma defesaça em jogada de Osvaldo, em ataque prontamente respondido pelo Arsenal, com intervenção salvadora da defesa são-paulina, com Edson Silva.

No primeiro lance de Ganso ele deu para Aloísio que por nova defesa do goleiro não abriu o placar.

O jogo voltou a ficar aberto e enquanto Lúcio ia emburrado para o vestiário, o São Paulo crescia no gramado.

Mas, aos 20, depois de nova defesa de Rogério Ceni, Ortiz pegou um tirambaço de fora da área e fez 1 a 0.

Começava o drama do tricampeão da Libertadores.

Galo 12 pontos, classificado, São Paulo e Arsenal 4 e The Strongest, próximo adversário, em La Paz, 3 pontos.

A busca do empate, de um pontinho, virou fundamental.

E foi depois que Osvaldo fez nova boa jogada pela esquerda para Aloísio, em dois tempos, depois de outra defesa de Campestrini, recuperar o ponto que escapara sete minutos antes.

Menos mal.

Aos 33, a idade de Cristo, Rogério Ceni fez milagre e no rebote a bola tirou lasca da trave brasileira, expondo a fragilidade da defesa armada por Nei Franco.

O segundo gol, para qualquer lado, parecia iminente.

Jadson perdeu uma vez, aos 35.

Aloísio também, no minuto seguinte, em passe precioso de Jadson.

Aos 37 foi a vez de Carbonero e, no contra-ataque, a defesa argentina salvou na linha fatal.

Uma loucura, acredite!

Aos 39, o mais inacreditável. Gol de Braghieri! Gol do Arsenal. De fora da área.

Denilson saiu para entrar Walyson.

3 a 1 ou 2 a 2?

2 a 1 mesmo.

Nei Franco ou Paulo Autuori?

É feia a crise.

O Arsenal tomou cinco pontos do São Paulo, dois no Pacaembu, três em Sarandi.

Pode?

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