23 de fev de 2013

Após fiança

Promotoria aposta na condenação de Oscar Pistorius: 'Temos evidências'
Apesar de o tribunal ter concedido o pedido de fiança, nesta sexta-feira, Oscar Pistorius ainda precisa provar que, de fato, não teve a intenção de matar a namorada, Reeva Steenkamp, no dia 14 de fevereiro. Horas depois de o juiz Desmond Nair autorizar o multicampeão paralímpico de responder ao processo em liberdade, um porta-voz da promotoria, Medupe Simasiku, afirmou ao jornal ''City Press'' que a acusação continua com provas suficientes para condenar o atleta. O julgamento será no 4 de junho.

- Acreditamos que temos evidências para condenar Oscar Pistorius, mas não posso entrar em detalhes. Não estamos prontos, as investigações estão em curso - explicou.

A fiança foi estipulada pela Justiça em 1 milhão de rands, cerca de R$222,2 mil. Desse valor, R$100 mil devem ser entregues em dinheiro vivo como seguro. Pistorius deve entregar todos os passaportes, não pode entrar em nenhum aeroporto, precisa entregar todas as armas e não deve falar com testemunhas.

O atleta sul-africano também deverá informar aos policiais sobre onde vai e precisa pedir permissão para viajar para fora de Pretória. Ele não pode ser acusado de violência contra mulher, deve fornecer um número de telefone e estar contactável o tempo todo. O consumo de álcool ou drogas está proibido.

- Estamos confiantes com o caso. Esta foi apenas uma aplicação de fiança. Conseguir a fiança não significa uma absolvição. Nós ainda temos um caso para lidar. Respeitamos a decisão do tribunal até agora - completou Simasiku.

Nos últimos dias, a promotoria do caso acusou o biamputado por assassinato premeditado de sua namorada, Reeva Steenkamp, com três tiros, em sua casa. A defesa, por sua vez, afirma que Pistorius confundiu a namorada, que foi alvejada dentro do banheiro, com um ladrão que teria invadido sua casa.

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