28 de fev de 2013

Aldeir Tôrres

O Corinthians vence sem susto, com 4 torcedores no estádio

Quanto ao jogo em si, foi fácil como se esperava: como se estivesse num treino coletivo, o Corinthians dominou o jogo inteiro, fez os gols quando bem entendeu- Guerrero, no primeiro tempo; Pato, no segundo, depois de precioso cruzamento de Ralf- e ainda criou ótimas chances de gol. O Millonarios, ao contrário, não obrigou Cássio a nenhuma grande defesa.

Corinthians 2, Millonarios 0. E foi pouco.

Fato inédito na vida corintiana, creio, foi o serviço de som do estádio anunciar e o painel mostrar: renda e público com estes números, resumidos: pagantes 4; renda, 870 reais; imprensa, 172 pessoas. Isso porque, via liminar obtida junto à Justiça Comum, quatro torcedores entraram no Pacaembu e viram o jogo.

E quem ousaria desrespeitar uma ordem judicial?

O que se discutia era como a Conmebol encararia o acontecido (poderia haver represálias? Mas de que tipo?) e se houver uma enxurrada de liminares, tendo em vista, o Direito do Consumidor e Estatuto do Torcedor, com ingresso já comprado, nos dois próximos jogos do Corinthians em casa, nesta primeira fase.

Aqui, apenas relato os fatos. Os fatos e os comentários por eles gerados. Falava-se também do jogo entre Peñarol e Velez, em Montevidéu, em que torcedores dos dois clubes se enfrentaram a  pedradas. De que maneira se dará a punição?

Mas a entrada dos quatro solitários torcedores no Pacaembu era um caminho não comentado nos dias que antecederam o jogo e que nem deve ter chamado à atenção da Conmebol, provavelmente não ciente das leis do País- e que, soberanas, estão acima da vontade ou interesses da entidade e dos clubes.

Há quem aposte que o julgamento do Corinthians, previsto no prazo máximo de 60 dias, seja antecipado. Sei lá. São muitas as apostas e hipóteses. Resta sempre aquela esperança de que o torcedor se conscientize de que o adversário não é um inimigo, é um torcedor como ele mesmo, só que de outro clube: e que dessa conscientização nascesse um pacto de paz nos estádios, nas ruas.

Seria um novo caminho.

Mas sim, eu sei, é só um sonho. Talvez até uma utopia.

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